A
perpetuação da espécie não seria possível se não houvesse a reprodução, é
através dela que se dá o processo de continuidade da vida. Os gametas são os
responsáveis em transferir os genes para as gerações futuras. Para o estudo da
embriologia é de fundamental importância que se conheça todo o processo pelo
qual os gametas são produzidos, a esse processo da – se o nome de
gametogênese. A gametogênese humana se
dá pela formação dos oócitos secundários e espermatozóides. A gametogênese
feminina é chamada de ovogênese e a masculina de espermatogênese em linha geral
essas seguem as mesmas etapas.
A
gametogênese é caracterizada por três etapas diferentes denominadas
multiplicação (mitose), crescimento e maturação (meiose), que se distinguem em
vários aspectos na espermatogênese e na oogênese.
Ovogênese
inicia-se no interior dos folículos
ovarianos, que são as unidades funcionais e fundamentais dos ovários, enquanto
que espermatogênese ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos.
A
gametogênese feminina diferencia-se da masculina como por exemplo: na ocorrência do processo ao longo da vida do
indivíduo, no número de gametas formados, nas etapas de multiplicação,
crescimento e maturação, assim como nas diferenciações e maturações citoplasmáticas
e nucleares dos gametas masculinos e femininos.
Através
da gametogênese a natureza propiciou a fertilidade e a possibilidade de gerar
filhos a casais de diferentes espécies que se reproduzem sexuadamente, inclusive
a espécie humana. Se houver falhas e não for possível realizar a fertilização
por algum motivo, seja oligospermia, teratozoospermia, astenoospermia, azoospermia,
ou distúrbios da ovulação, endometriose, fatores tubários, esterilidade sem
causa aparente, casais podem recorrer às tecnologias de reprodução assistida
como inseminação intra-uterina, fertilização in vitro, injeção
intra-citoplasmática de espermatozóides, e de maturação oocitária in vitro para
chegarem a reprodução.